
"Quem nunca acordou numa manhã chuvosa com saudades...
Mas não é aquela saudade clara...que se sabe o motivo.
É uma saudade não sei de que...
Talvez de pessoas que não existem mais...pessoas que mudaram com a vida...
Saudade de momentos ou da infância, não essa saudade...nem saudade de pessoas...mas saudade de você mesma!
Saudade de quando você sentia a simplicidade e beleza de uma flor sem temer seus espinhos...
Saudade do seu sentimento puro...que por qualquer motivo perdeu a pureza, pois as mudanças são necessárias...
E a vida em muitos momentos cobra de você uma frieza e uma razão.
Andar com o peito aberto é uma virtude de poucos, pois assim você fica vulnerável a qualquer pessoa e pode ter certeza que elas vão te machucar...
Mas a leveza de ver e viver a vida como uma criança vale qualquer sofrimento...
Saudade dessa leveza que com os anos vamos perdendo.... Saudades dos sorrisos sinceros de rosto aberto e olhos apertadinhos...
Saudade do respeito que vai se perdendo no tempo, saudade do abraço sem intenção, saudade de beijos e olhares sinceros...
Saudade de correr descalça na chuva e sentir aquela leveza que a anos não sinto....
Saudade de brincadeiras e pessoas que perderam aquele brilho nos olhos que me fazia tão feliz...E que provavelmente eu também tenha perdido esse brilho no olhar que antes também as faziam felizes.
Saudade da simplicidade...saudade da admiração que antes eu tinha, mas tenho mais saudade da admiração que tinham por mim, e que por algum erro fiz com que perdessem...
Saudade de pessoas que me ensinaram a ser eu mesma, independente da situação...
Saudade de ouvir palavras doces, pois ultimamente falta educação e sobra grosseria e maldade.
Saudade de ninguém, mas saudade enorme de mim..."