quinta-feira, julho 19, 2012

"Fico imaginando que essa tal “mulher independente”, aos olhos dos outros, pareça ser uma pessoa que nunca precise de ninguém, que nunca peça apoio, que jamais chore, que não tenha dúvidas, que não valorize um cafuné. 
Enfim, um bloco de cimento.

Quando eu comecei a ter idade pra sonhar com independência, passei a ler afoitamente os livros de Marina Colasanti – foram eles que me ensinaram a importância de abrir mão de tutelas e a se colocar na vida com uma postura própria, autônoma, mas nem por isso menos amorosa e sensível.
Independência nada mais é do que ter poder de escolha.
Conceder-se a liberdade de ir e vir, atendendo suas necessidades e vontades próprias, mas sem dispensar a magia de se viver um grande amor.
Independência não é sinônimo de solidão.
É sinônimo de honestidade: estou onde quero, com quem quero, porque quero.

Sobre a questão da independência afugentar os homens, Marina Colasanti brincava: “Se isso for verdade, então ficarão longe de nós os competitivos, os que sonham com mulheres submissas, os que não são muito seguros de si.
Que ótima triagem”.

(Martha Medeiros)

2 comentários:

Unknown disse...

Muito bom o texto.

Infelizmente existem aqueles que confundem indepêndencia com isolamento do mundo, "solitarismo".

O que é errado.
Como você mesma disse, indepêndencia, não é nada mais nada menos que o real direito de ir e vir, que muitas vezes nos é retirado sem percebermos.

Seus textos são muito bons, continue escrevendo.

Um grande beijo e um forte abraço!

Caio

Anônimo disse...

Gostei do texto er muito bom..gostei por demais!!